O empresário Pedro Aguiar, convocado para depor na CPI dos Radares da Câmara de Vereadores de Florianópolis nesta quinta-feira, 24, não compareceu e não apresentou justificativa.
De acordo com os parlamentares membros da Comissão, o depoimento de Pedro é considerado um dos mais importantes, pois foi ele quem gravou a conversa com Marcos Aurélio Espíndola, o Badeko, em que o vereador supostamente negocia projetos de lei, o que teria culminado na investigação da Polícia Federal.
Apesar de não ocorrer o depoimento, foi realizada reunião administrativa na CPI que definiu alguns encaminhamentos:
– o empresário Pedro Aguiar será novamente intimado para depor;
– a próxima oitiva será realizada na terça-feira, 29, com Jarrie Leiria, ex-diretor de Licitações da Prefeitura, que já depôs, mas será novamente convocado devido ao surgimento de novas dúvidas;
– a CPI vai solicitar ao Plenário da Câmara a prorrogação da Comissão por mais 90 dias;
– o relatório parcial da CPI dos Radares será apresentado no dia 08 de outubro e revelará as informações e conclusões obtidas até o momento.
A CPI dos Radares foi instalada em novembro do ano passado para averiguar a atuação dos guardas municipais, Júlio Pereira Machado, o Caju, Jean Carlos Viana, e do motorista Theo Mattos, apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal com R$ 100 mil e um aditivo contratual para a empresa Kopp. O episódio ocorreu no dia 17 de setembro no Rio Grande do Sul.
Integram a Comissão os vereadores Vanderlei Farias (PDT) – presidente, Ricardo Camargo Vieira – relator, Célio João (PMDB) – sub-relator, Pedro de Assis Silvestre (PP) e Edmilson Pereira Junior (PSB).



