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terça-feira, dezembro 7, 2021
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Turistas reclamam da falta de infraestrutura na Ilha

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Turistas reclamam da falta de infraestrutura na Ilha

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Entre os itens negativos apontados pelos visitantes estão a presença de esgoto e cachorros na areia e a falta de sinalização

A funcionária pública Cleri Barba, 49 anos, espantou-se ao encontrar uma vaca nas areias da Praia da Armação, na Capital. O passeio não agradou à família de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Além da presença de animais, a falta de sinalização, a sujeira e a ausência de infraestrutura no Sul causaram má impressão.

Há 10 anos, a família veraneia no Norte de Florianópolis. Neste feriadão, Cleri aproveitou o domingo para conhecer o outro lado da Ilha junto ao marido Jorge, à sobrinha Rita e ao sobrinho-neto Gustavo. Mas, ontem, já estavam novamente nas areias de Canasvieiras.

– Aqui é bem melhor. Tem lugar para as crianças brincarem e à noite saímos para jantar em restaurantes. Lá tu não sabes nem por onde entrar nas praias, não tem informação e as praias são bem sujas – critica.

Mesmo assim, Cleri diz que o Norte precisa de melhorias, como a implantação de parques infantis. Outros pontos negativos são os animais mortos na praia, a sujeira e os preços um pouco salgados na alimentação.

Saneamento básico foi um dos problemas apontados

A temperatura não encorajou o casal Ana Claudia e Osvair Szenczuk a entrar na água, mas não evitou o uso das roupas de banho na caminhada à beira-mar. Naturais de Imbuia, no Alto Vale do Itajaí, eles aproveitaram a folga para curtir o sol em Florianópolis. No trajeto até a praia de Jurerê Internacional eles se depararam com esgoto sendo despejado no mar.

– Vimos pessoas com cachorros na areia. São situações nada legais. Mas aqui é muito tranquilo, romântico e bastante organizado. Era bem o que queríamos – avalia Ana Claudia.

O casal Cesar e Paula Franco, de São Paulo, que visitou pela primeiravez Florianópolis, criticou a falta de sinalização na entrada da cidade. Segundo o empresário, as placas indicando o caminho para Canasvieiras, onde se instalaram, só foram avistadas próximas ao destino.

– Estávamos exaustos da viagem de oito horas e ficamos rodando por quase duas horas até chegar aqui. Foi bastante cansativo – conta Cesar.

(Por MELISSA BULEGON, DC, 07/09/2010)

Trabalho e diversão na praia

O representante comercial Rodrigo Gonçalves Leite, 32 anos, de Londrina, no Paraná, aproveitou um compromisso profissional na Capital catarinense para trazer a família e esticar a estada à beira-mar.

Ao lado da mulher Edilaine, 29 anos, e do filho João Rodrigo, de um ano, ele curtiu o tempo bom e ensolarado para caminhar e fazer um passeio perto do trapiche de Canasvieiras, no Norte de Florianópolis.

– Nós tínhamos vontade de conhecer mais a cidade, aproveitamos o embalo e unimos o útil ao agradável. Vamos ficar até o dia 13 porque a convenção que meu esposo vai participar termina no dia 12. Estamos gostando muito. O mar parece muito calmo. Já programamos que vamos visitar o Projeto Tamar e fazer um passeio de escuna – projeta a comerciante paranaense.

A ocupação nos hotéis em Florianópolis durante o feriado de 7 de Setembro foi de 68,5%, um aumento de 36,5% em relação ao dia da Independência do ano passado.

A informação é do presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Florianópolis, Tarcísio Schmitt.

(DC, 07/09/2010)

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