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segunda-feira, outubro 18, 2021
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Cassação do vereador César Faria só será votada em agosto

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Cassação do vereador César Faria só será votada em agosto

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O relatório da Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Florianópolis, que pede, por unanimidade, a cassação do vereador César Faria, vai ser analisado em plenário e precisa receber maioria absoluta dos votos (16 dos 23 vereadores) para ser aprovado. A votação deve acontecer na primeira semana de agosto, após o recesso parlamentar.

A denúncia contra o ex-presidente da Câmara foi apresentada pelo vereador Afrânio Boppré (PSOL) depois de deflagrada a Operação Ave de Rapina, em novembro do ano passado. No mesmo mês, o conselho começou a apurar os fatos que culminam agora no pedido de cassação do denunciado.

O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Florianópolis é formado pelos vereadores Guilherme Botelho (PSDB) – presidente, Coronel Paixão (PDT), Vanderlei Farias (PDT), Célio João (PMDB) e Jerônimo Alves (PRB).

Motivos

Os integrantes do Conselho de Ética votaram por unanimidade pela cassação do ex-presidente da Casa, considerando que o denunciado arranhou, maculou e denegriu a imagem do Poder Legislativo Municipal, caracterizando quebra de decoro por inobservância de boa ética no trato da coisa pública.

Para chegar a tal conclusão, o conselho levou em consideração os fatos apresentados na investigação realizada pela Polícia Federal, como interceptações telefônicas e a nítida relação de proximidade entre César Faria e os agentes Júlio Pereira Machado, o Júlio Caju, e Adriano Melo, também indiciados durante a Operação Ave de Rapina.

Norteou a decisão dos vereadores a conclusão da Polícia Federal e do Ministério Público que consideram César Faria responsável por liderar e integrar organização criminosa com atuação dentro do Legislativo e do Executivo de Florianópolis, especializada em corrupção, no tocante ao favorecimento de empresas, em especial Kopp e Focalle.

“Sabendo-se que o decoro trata da conduta esperada e desejável que o parlamentar tenha perante a confiança dos votos percebidos de seu povo, infelizmente, ser conivente com os fatos narrados não condizem com a dignidade desta Casa Legislativa”, diz trecho do relatório final.

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