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quarta-feira, janeiro 19, 2022
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Ostras e mexilhões de áreas da Grande Florianópolis estão liberadas para o consumo

Ostras e mexilhões de áreas da Grande Florianópolis estão liberadas para o consumo

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As ostras e mexilhões produzidas nas localidades de Laranjeiras em Palhoça, Freguesia do Ribeirão, Costeira do Ribeirão, Caieira da Barra do Sul, Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, estão livres da toxina diarreica (DSP). Em São Francisco do Sul, Balneário Camboriú, Praia do Cedro e Ponta do Papagaio também não foi encontrada a substância tóxica. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca liberou a retirada, comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões dessas localidades. A interdição preventiva continua para as áreas onde foi comprovada a presença da toxina ou que ainda não foram examinadas, sendo proibida a retirada, comercialização e consumo. No momento, existe a presença da DSP na localidade de Paulas, em São Francisco do Sul, na região de Ganchos de Fora, em Governador Celso Ramos, e no município de Porto Belo.As informações são da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado. 

As amostras colhidas nas área da Grande Florianópolis nesta sexta-feira, 22, foram examinadas pelo Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC. Os resultados foram divulgados neste sábado, 23, pela Secretaria da Agricultura e da Pesca. Na ultima quinta-feira, 21, a Secretaria informou a interdição preventiva das áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Santa Catarina, proibindo a retirada, comercialização e consumo desses animais e seus produtos devido à presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar. A interdição preventiva de todo o litoral catarinense foi uma medida para preservar a saúde pública, pela possibilidade da contaminação dos moluscos bivalves em diversas áreas.

As coletas de moluscos continuarão sendo realizadas para o monitoramento das áreas de produção em Santa Catarina. Se os resultados mostrarem que não há contaminação, outras localidades serão imediatamente liberadas como aconteceu para as áreas desinterditadas neste sábado. Para os casos em que ainda existe a comprovação da presença da toxina nos moluscos, o procedimento para desinterdição requer dois exames laboratoriais com resultado negativo.

A toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dinophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença de Dinophysis é conhecida em Santa Catarina e, por isso, os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Os últimos episódios de excesso de DSP no estado aconteceram em 2007 e 2008. Uma das explicações para o fenômeno são as condições ambientais favoráveis para a proliferação dessas algas: maior incidência solar, pouca agitação marinha e baixa salinidade da água do mar.

Os sintomas causados pela DSP são náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais e se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação do paciente se dá entre dois e três dias.
 

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