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terça-feira, maio 17, 2022
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Encontro da cultura negra termina neste sábado com festa no Rio Vermelho

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Encontro da cultura negra termina neste sábado com festa no Rio Vermelho

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A batida do maracatu ecoa no Parque Estadual do Rio Vermelho neste fim de semana, durante encontro da cultura negra em Florianópolis, organizado pelo Maracatu Arrasta Ilha. O evento, que teve início no feriado de Corpus Christi, com oficina de dança e percussão, encerra com a realização da Festa Negra Arrasta Ilha, neste sábado, 6.  A programação acontece das 12h às 22h, no Camping do Parque, contando com gastronomia tradicional, feira afro-brasileira, recreação infantil e animação musical com o grupo de samba Um Bom Partido. Os ingressos custam R$ 25. As informações são da Secretaria de Comunicação do Executivo Municipal.

 Além dessas atividades, o encontro tem como convidados os mestres Walter França e Maurício Soares, integrantes do Maracatu Nação Estrela Brilhante, do Recife (PE), que vieram ministrar oficinas de percussão e dança para participantes inscritos previamente. O grupo, fundado em 1906, conquistou em 2015 o tetracampeonato no carnaval da capital pernambucana. O evento conta com apoio da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e Coordenadoria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial (COPPIR).

 Mais antigo grupo de Maracatu Nação formado em Santa Catarina, o Maracatu Arrasta Ilha foi criado há 13 anos, atuando em diversos eventos da cidade de cunho social, político e religioso. Apresentando-se geralmente na rua, o coletivo realiza pesquisa da música e dança características desse folguedo folclórico muito popular no ciclo carnavalesco pernambucano.

 Baque Virado

 De acordo com informações da Prefeitura de Recife (PE), o Maracatu Nação ou Maracatu de Baque Virado é uma manifestação cultural artística fortemente ligada às religiões de matriz africana, especialmente, o Candomblé. Sua origem é associada aos rituais de coroação das nações africanas realizados no século 18, nos festejos em homenagem a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (outubro), quando os integrantes do cortejo percorriam as ruas em algumas cidades de Pernambuco. Após a abolição da escravatura, a tradição foi incorporada aos festejos carnavalescos.

 A batida do maracatu ou baque é própria de cada agremiação, que utiliza para isso diversos instrumentos, entre eles, o agbê (cabaça grande revestida com miçangas), ganzá (uma espécie de chocalho), atabaque e alfaia (tambores feitos de madeira), entre outros instrumentos. A apresentação é coordenada pelo Mestre de Apito.

 A partir da década de 1990, com ações do movimento negro e a incorporação de elementos do maracatu por grupos percussivos de expressão como o Movimento Mangue Beat, essa tradição ganhou adeptos em outros estados brasileiros e países. Em Santa Catarina, existem cinco grupos de maracatu em atividade: Arrasta Ilha (Florianópolis), Tamboritá (Palhoça), Capivara (Blumenau), Morro do Ouro (Joinville) e Encanto do Sul (Itajaí).

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