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Projeto Limpeza dos Mares recolhe 2,5 toneladas de resíduos no Campeche

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Projeto Limpeza dos Mares recolhe 2,5 toneladas de resíduos no Campeche

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Mais de 230 voluntários participaram desta etapa divididos entre a praia e a Ilha

A ação do projeto Limpeza dos Mares, deste sábado (26), retirou 2,5 toneladas de resíduos da praia e da Ilha do Campeche, em Florianópolis. A maior quantidade de lixo foi encontrada nas areias, restingas e no riozinho da Praia do Campeche – apenas 100 quilos de resíduos estavam dentro da água e nos arredores da ilha do Campeche.

Roupas, cobertores, restos de utensílios de praia e domésticos, canudos, latinhas, garrafas de vidro e plástico, brinquedos, chinelos, malas, tesoura de cortar grama e dois registros hidráulicos residenciais (ainda na embalagem e lacrados), estão entre os materiais retirados da natureza pelos mais de 230 participantes.

Esta foi a 30ª etapa e, de acordo com Michele Castilho, diretora do projeto, a mais difícil até agora, por serem três operações simultaneamente. “Não conseguiríamos sem o apoio de todos que vestiram a camisa e colocaram a mão para fazer a diferença de mergulhar fundo e retirar o lixo que ninguém vê”, agradece. O projeto é realizado pela Associação Náutica Brasileira (ACATMAR), Mundo Mar e Acquanauta Floripa desde 2014. Focado na sustentabilidade e educação ambiental, já retirou 118,5 toneladas de resíduos das águas e costões do litoral em mutirões de limpeza.

Entre os voluntários desta ação estava presente Carlos Moisés, governador do estado de Santa Catarina, que reiterou sua importância para a conscientização ambiental. “O lixo não chega sozinho aqui, ele não tem ‘perninhas’. Este material aqui depositado está no lugar errado, deveria estar sendo reciclado ou reutilizado. Precisamos, antes de pensar na limpeza dos mares, em não deixar o lixo chegar até aqui. Este é um movimento das pessoas e para as pessoas, e estamos aqui fazendo a nossa parte, mas é preciso que cada um faça a sua”, comentou.

“Gostaria de parabenizar e agradecer a ACATMAR pela realização e por convidar a Rede Laço para ser parceira. Pudemos trazer vários voluntários para ajudar na limpeza e, ao mesmo tempo, formar essa consciência coletiva sobre a importância de não deixar o lixo na praia, para que a gente tenha ainda mais locais de natureza preservada em Santa Catarina”, destaca Késia Martins da Silva, primeira-dama catarinense, e coordenadora da Rede Laço de Voluntariado, apoiadora do projeto.

            “Para nós, chegar à 30ª etapa do projeto, intercalando com palestras e exposições, nos deixa muito eufóricos. A participação de voluntários bateu o recorde dos últimos nove anos. Que o impacto das 2,5 toneladas de lixo recolhido transforme os velhos hábitos em uma nova consciência de responsabilidade com o lixo que geramos e descartamos”, comenta Leandro Mané Ferrari, presidente da ACATMAR.

            Perigo e prejuízo aos navegadores – “A magnitude da ocorrência de lixo no mar, afeta a segurança da navegação de modo contínuo e crescente. A poluição representa uma ameaça à segurança marítima e ambiental, afetando   negativamente   a pesca, o turismo, as reservas biológicas e a vida marinha, com impacto político-econômico, psicossocial e sanitário para as populações litorâneas e ribeirinhas”, destaca o CMG. Caio Cesar, capitão dos portos de Santa Catarina que esteve presente na ação com suas duas embarcações e parte do contingente da capitania.

Apoio à causa – “O Fort Atacadista tem uma relação especial e muito particular com o Sul da Ilha, principalmente com o Campeche. No último sábado, tivemos a oportunidade de devolver um pouco desse carinho, levando um time de colaboradores para o mutirão de limpeza. Viver essa experiência na prática e contribuir para o estímulo dessa consciência ambiental faz toda a diferença. Nos enche de orgulho e satisfação poder atrelar a marca do Fort à uma iniciativa tão louvável”, acrescenta Cláudia Plentz, coordenadora nacional de marketing do Fort Atacadista, patrocinador do evento.

“Foi um grande sucesso em participação e conscientização. Ganham o patrimônio cultural tombado, o meio ambiente e a população de Florianópolis”, comemora Regina Helena Santiago, superintendente substituta do Iphan em Santa Catarina.

            Esta etapa contou com o apoio e parceria da Prefeitura de Florianópolis, Capitania dos Portos de SC, Corpo de Bombeiro Militar de SC, Polícia Militar Ambiental SC, Rede Laço, NEPOM, ICMBio e IPHAN, Instituto Ilha do Campeche, Associação de pescadores artesanais da Armação do Pântano do Sul (APAAPS), Associação de Transportadores da Barra da Lagoa (ATBL), Marina Verde Mar, Companhia da Praia, Medilona, P & P Polímeros, Floripa Eco Sacolas Ecológicas, Iate Clube Veleiros da Ilha, Paulista Balões e Infláveis, Plastkolor, Castelmar Hotel e Eventos e Boat Lux.

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