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segunda-feira, maio 16, 2022
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Seminário na Estacio de Sá nesta terça-feira debaterá sobre a chegada de haitianos em SC

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Seminário na Estacio de Sá nesta terça-feira debaterá sobre a chegada de haitianos em SC

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O atual fluxo migratório de haitianos vai crescer e provocar mudanças culturais importantes em Santa Catarina. A afirmação é do professor de psicologia da Estácio Rodrigo Soler, organizador do “II Seminário sobre Psicologia e Direitos Humanos”, que nesta terça, 16, às 21h, discutirá o tema “E se o Haiti for aqui? Um debate acerca do fluxo migratório de haitianos na Grande Florianópolis”. O debate ocorrerá no auditório do Centro Universitário Estácio de Santa Catarina, às 21h, com entrada gratuita. 

Além de Soler, estarão na mesa a Secretária de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, Angela Albino; a coordenadora do projeto SOS Racismo da Estácio, Edelu Kawahala; e Clarence Cherry, representante da comunidade haitiana, que está montando uma ONG para acolher refugiados. 

“É um assunto que precisa ser debatido. A recente chegada dos haitianos mostrou que a sociedade como um todo está despreparada. Enquanto o poder público precisa recorrer a medidas emergenciais para receber essas pessoas, parte da sociedade demonstra um desconhecimento que se traduz em medo e, consequentemente, em preconceito. A chegada de 300 imigrantes, principalmente haitianos, à região no mês passado mostrou isso. Muita gente não sabia como reagir e até achava que podia ser roubado. E o Estado não tinha estrutura. Precisamos compreender melhor as questões envolvidas, pois a imigração haitiana deve aumentar com a vinda dos familiares, e isso vai gerar mudanças culturais em Santa Catarina”, explica.

Para o professor, a rejeição experimentada por parte dos haitianos tem ingredientes de xenofobia e de racismo. “É uma reação de bases culturais e raciais. Enquanto desconhecemos as práticas culturais deles, a questão racial também é bastante forte. Cabe às universidades desconstruir essa visão. Temos também um papel de inclusão e de promoção de políticas públicas”, avalia.

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