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domingo, janeiro 16, 2022
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Ingressos à venda para o Fronteiras do Pensamento com Mia Couto, Miguel Nicolelis e Paulo Bloom

Ingressos à venda para o Fronteiras do Pensamento com Mia Couto, Miguel Nicolelis e Paulo Bloom

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O neurocientista brasileiro Miguel Nicolellis, o escritor moçambicano Mia Couto e o psicólogo canadense Paul Bloom estarão em Florianópolis, na próxima semana, para debater temas da contemporaneidade. A iniciativa faz parte da programação da quarta edição do ciclo de altos estudos Fronteiras do Pensamento. O projeto acontece nos dias 25, 26 e 27 de agosto no Teatro Pedro Ivo. Ingressos podem ser adquiridos  no site Blueticket. O ingresso para participar do evento custa R$ 40 por palestra individual ou R$ 100 o pacote para os três dias.

Como fio condutor da edição 2014 está a reinvenção do mundo.O tempo total de palestra é de uma hora e meia com espaço aberto ao público para participar com perguntas aos conferencistas. O Fronteiras do Pensamento é um projeto cultural múltiplo que aposta na liberdade de expressão intelectual e na educação de qualidade como ferramentas para o desenvolvimento. O evento reúne intelectuais renomados, nacionais e internacionais, que possuem abordagens singulares em suas áreas de conhecimento, provocando reflexão sobre tendências e ideias da atualidade.

O Fronteiras do Pensamento Santa Catarina 2014 é uma realização da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. O evento tem patrocínio de Softplan, Intelbras, apoio da Tractebel Energia e planejamento cultural da Telos.

Palestrantes

25 de agosto de 2014 – Mia Couto

O moçambicano Mia Couto é um dos principais expoentes da língua portuguesa na atualidade. É um dos principais escritores do continente africano e, também, um dos mais traduzidos. Conhecido no Brasil por obras como o O Fio das Missangas, Antes de Nascer o Mundo e Terra Sonâmbula, entre tantas outras, produz uma literatura engajada com a cultura africana e com a luta do povo moçambicano pela sobrevivência. Com 27 obras publicadas incluem poesia, contos, romance e crônicas, as quais possuem vários prêmios (entre eles o prêmio Camões de 2013, considerado o mais importante e prestigioso prêmio da língua portuguesa), o autor não versa sobre um assunto específico. Ao contrário, consegue fazer sua obra ser diversificada sempre colocando elementos da sua terra natal, como a própria variante do português em Moçambique.

Sua literatura é engajada com a cultura do povo africano e de sua luta pela sobrevivência. Ao buscar elementos das mitologias tribais, das lendas e dos causos regionais, torna mais evidente a existência de um português de múltiplos léxicos em suas obras, comprovando que a língua portuguesa está em constante evolução, possuindo uma diversidade de combinações ainda não exploradas.

Pensador da alteridade e dos contrastes e, ao mesmo tempo, da celebração e das histórias, o escritor se confessa um apaixonado pelo Brasil e pelos brasileiros. Desta forma, a Aula Magna não deverá ter um tom oficial, avesso à sua personalidade. Ao contrário, Mia Couto deverá contar suas ricas histórias com jeito de conversa de visitante que chega um pouco antes do almoço: afetuoso, atento aos movimentos da casa e afeito as sensibilidades que trazem os cheiros e a luz do dia. Em suas conferências, explora os limiares da atividade intelectual humana capaz de formar, refletir e permanecer num estado de saudável inquietação: “se em Moçambique eu vivo uma realidade tão próxima da brasileira, a pergunta certa não seria por que gosto tanto de visitar o Brasil. A verdadeira pergunta seria outra: por que, vindo ao Brasil, me converto em Brasil?

Sua primeira obra, Raiz de orvalho, foi publicada em 1983, quando tinha quase 30 anos. É o único escritor africano membro da Academia Brasileira de Letras.

26 de agosto de 2014 – Miguel Nicolelis

O primeiro conferencista da edição 2014 do Fronteiras do Pensamento é Miguel Ângelo Laporta Nicolelis, considerado há alguns anos o principal candidato a ser o primeiro brasileiro ganhador de um prêmio Nobel. Um dos principais neurocientistas do mundo, Nicolelis já quebrou várias barreiras, uma delas ao ser o primeiro brasileiro a estampar a capa da revista Scienceem 2009 ao desenvolver uma terapia cirúrgica que pode ser utilizada para o tratamento de Mal de Parkinson.

Nicolelis ganhou imenso destaque em 2014, por coordenar o projeto que foi apresentado durante a aberturada da copa do mundo FIFA de 2014, quando um portador de necessidades especiais (tetraplégico) deu um chute simbólico de início da competição na Arena São Paulo (Itaquerão), com o auxílio de um exoesqueleto. Agora o desafio é fazer com que a pessoa possa fazer movimentos mais complexos. Essa pesquisa que deu destaque internacional à Nicolelis. Já em 1999 o cientista conseguiu com que um macaco movimentasse o braço de um robô apenas com o pensamento, através de um chip implantado no cérebro. Anos depois, o pesquisador fez também com que macacos pudessem controlar o andar de robôs. Esses foram os primeiros passos para a criação do projeto“andar de novo”, em que Nicolelis liderou uma equipe de dezenas de cientistas na criação de um exoesqueleto.

Nicolelis é médico e PHD e é professor de a cadeira “Anne W. Deane”de Neurociência da Universidade Duke nos EUA, dos departamentos de Neurobiologia, Engenharia Biomédica e Psicologia, e é fundador do Centro de Neuroengenharia de a Universidade Duke. Ele também é o fundador e Diretor Científico de o Instituto Internacional de Neurociência Edmond e Lily Safra em Natal, no Rio Grande do Norte. Suas pesquisas, ganhadoras de muitos prêmios, já foram publicadas nas revistas cientificas Nature, Science e Scientific American. Seu trabalho também foi comentado nas revistas Newsweek, Time e Discover.

A pesquisa do Dr. Miguel é reconhecida na Revisão do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) das Dez Melhores Tecnologias Emergentes. Ele foi nomeado entre os 50 líderes em tecnologia nos Estados Unidos pela revista Scientific American em 2004. Miguel também é membro da Academia Francesa de Ciência e da Academia Brasileira de Ciência e é autor de mais de 160 manuscritos, editou vários livros e volumes especiais de revistas científicas, e atualmente tem três patentes nos Estados Unidos.

27 de agosto de 2014 – Paul Bloom

Na segunda noite de conferências do Fronteiras do Pensamento é o psicólogo canadense Paul Bloom. Suas pesquisas exploram como as pessoas percebem o mundo físico e social, e é considerado um dos maiores teóricos sobre o aprendizado. Nesse sentido, é fácil explicar o desejo de se aquecer durante o frio, de se alimentar quando se está com fome e de se reproduzir. Essas são todas questões evolutivas necessárias para a sobrevivência da espécie.

Mais difícil de explicar é, no entanto, o gosto dos humanos pelas artes, como pintura, arquitetura e música e tão difícil quanto é explicar as diferentes sensações de prazer que uma pessoa recebe ao ser confrontado com dois produtos idênticos, sendo um deles o original e outro uma réplica. Para o usuário, ter uma boneca original dá mais prazer do que ter uma réplica da própria. Por que, por exemplo, ter uma obra de Vincent Van Gogh ou de Leonardo Da Vinci pode parar de significar qualquer coisa no momento em que quem a possui descobrir que ela é uma réplica? Onde estão as origens desse tipo de prazer humano?

Podemos partir do ponto que é sempre melhor possuir um original que uma cópia porque sempre haverá menos originais que cópias. Mas Paulo Bloom vê mais que isso, que nossas sensações estão relacionadas à nossas crenças. Um exemplo é o gosto de uma comida que está relacionada ao que achamos dela.
Atualmente, Paul Bloom é professor de psicologia de Yale e tem diversos artigos publicados em revistas científicas como Nature e Science, além de possuir colunas em diversos jornais internacionais.
 

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